“O Paraíso Deve Ser Aqui”, premiada comédia dramática de cunho autobiográfico dirigida por Elia Suleiman, estreia nos cinemas brasileiros

Chega aos cinemas brasileiros a comédia dramática “O Paraíso Deve Ser Aqui” (It Must Be Heaven) é do renomado diretor palestino, Elia Suleiman. A trama acompanha o deslocamento do personagem ressoa além da Palestina e retrata um desespero sentido em todo o mundo, com uma boa dose de humor. Em Florianópolis, o filme está em cartaz no Paradigma Cine Arte.

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Misticismo claustrofóbico – crítica do filme "O Farol" (The Lighthouse)

O novo suspense dramático de Robert Eggers, é um dos indicados ao Oscar 2020, na categoria de Melhor Fotografia Aclamado nos festivais da temporada 2019-2020, o mais recente longa-metragem do diretor norte-americano Robert Eggers, “O Farol” (The Lighthouse), é um dos indicados ao Oscar 2020. Justamente a fotografia em branco e preto, com grande contraste entre os tons (exigindo, por isso, um controle cuidadoso com a iluminação) é o ponto reconhecido pela academia hollywoodiana. A estética de “O Farol” é bastante conceitual. A trama, pelo que é referenciado em tela, está ambientada no final do século XIX, ou comecinho do século XX. Por conta disso, toda a direção opta por tornar a experiência visual o mais próxima possível dos filmes antiquíssimos – lembrando muito os filmes do expressiosmo alemão da década de 1920.

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Produções cinematográficas da Itália contemporânea são exibidas gratuitamente na Fundação Cultural Badesc

Um dos destaques da programação de fevereiro no cineclube da Fundação Cultural Badesc é a curadoria feita em parceria entre o Círculo Ítalo Brasileiro (CIB) e o Foco em Cinema: a Mostra Mostra de Cinema Italiano Contemporâneo. Cinco filmes italianos realizados nas últimas décadas são exibidos gratuitamente nos dias 04, 06, 07, 13 e 14 de fevereiro, sempre às 19h. As sessões têm mediação de Silvio Saffaro (membro do CIB) e Bruno Andrade (redator e editor da Revista Foco).

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A temporalidade contemplativa – crítica do filme “O Irlandês”, de Martin Scorsese

Mais uma vez a dupla Robert De Niro e Martin Scorsese é amplamente comentada pelo público cinéfilo e pela imprensa mundial. O novo longa-metragem “O Irlandês” (The Irishman, no original) vem com força na temporada de premiações cinematográficas 2019-2020. Só para o “grande prêmio da academia”, o Oscar, são 10 indicações. Seguido por “História de Um Casamento”, que tem 6 nomeações, o drama de Scorsese é a produção de maior destaque da Netflix.

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Recorte da produção francófona contemporânea é apresentado na Mostra Aliança Francesa de Cinema 2019

A Mostra Aliança Francesa de Cinema chega à terceira edição em 2019 e apresenta em Florianópolis um recorte da produção contemporânea em língua francesa. Entre os dias 19 e 23 de novembro, sete produções recentes são exibidas gratuitamente na Fundação Cultural Badesc, Centro da Capital. A comédia Le Poulain, de Mathieu Sapin, abre a mostra na terça-feira (19/11), às 19h.

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Crítico e assustadoramente comovente: “Coringa” é um drama denso que narra uma origem inédita para o Palhaço do Crime

A adaptação de um personagem de quadrinhos é um fenômeno cinematográfico, que dá novos ares à sétima arte Um mês depois da estreia nos cinemas mundiais, o longa-metragem “Coringa” (Joker), dirigido por Todd Phillips, transformou-se em um dos maiores fenômenos cinematográficos dos últimos tempos: uma adaptação de personagem de quadrinhos, que foge do maniqueísmo e torna-se um blockbuster (sucesso estrondoso de bilheterias) apresentando caráter autoral do diretor. Foi uma surpresa para boa parte do público, mesmo antes do lançamento, a escolha do cineasta Todd Philipps para a direção de “Coringa”: Phillips é famoso por assinar filmes de comédia como “Road Trip – Sem Regras” (Road Trip, de 2000), “Dias Incríveis” (Old School, de 2003) e a trilogia “Se Beber, Não Case!” (The Hangover). No entanto, em Joker, o diretor apresenta toda a sua bagagem de construção de cenas, um surpreendente ar de humor negro em um filme extremamente dramático, e, além de tudo, optou por transformar a trajetória do famoso vilão dos quadrinhos do Batman em uma produção com caráter autoral. “Coringa” é mais do que uma mera adaptação do vilão criado por Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane, em 1940, e que passou por inúmeras transformações e adaptações ao longo das décadas: o protagonista do longa – que Todd Phillips assina o roteiro juntamente de Scott Silver -, é uma reconstrução completa do personagem, sem receio de o recriar por completo – apesar de aproveitar inteligentemente as referências dos quadrinhos e dos cinemas. O icônico vilão já apareceu em diversas adaptações para o cinema, interpretado por atores que tornaram-se consagrados tanto entre o público fanático pelas revistas, quanto pelos cinéfilos. Cronologicamente, são os atores que encarnaram o “Palhaço do Crime”: Cesar Romero, Jack Nicholson, Heath Ledger, Jared Leto e Cameron Monaghan (este último, na série televisiva “Gotham”). No entanto, a comparação entre a interpretação dada pelo ator Joaquin Phoenix ao Coringa, com as de seus antecessores, são injustas, no mínimo: além da diferença de abordagem e densidade, o personagem do longa lançado neste ano carrega peso narrativo enorme, passa por transformações dramáticas e impactantes o suficiente para que não seja surpreende a comoção do público com Arthur Fleck – que, com o passar dos eventos da trama, assume-se como “Coringa”. No filme, o Coringa tem pouco tempo de tela. A história desenvolve-se muito mais nos dramas cotidianos de Arthur Fleck – como, aos poucos, ele perde o controle da própria mente instável, por conta de uma inadequação social esmagadora. Então, como uma explosão incontrolável de revolta, Arthur torna-se um vilão. O interessante é que há grande humanização nessa transformação gradual – o bandido retratado em tela não é mau por natureza, mas vítima da sociedade em decadência e da própria mente igualmente desgastada. Para tanto, Joaquin Phoenix mostrou-se a escolha ideal: o ator transmite o drama tanto fisicamente, quanto pelas expressões marcantes – que são evidenciadas nos planos fechados e na utilização de enquadramento como: primeiro plano, primeiríssimo plano e plano médio curto. Tais decisões visuais são creditadas ao diretor de fotografia, Lawrence Sher – que também tem o mérito de ajustar até a paleta de cores das cenas, conforme a evolução dos personagens: passando de tons frios e sombrios, para cores vibrantes e quentes. Uma característica marcante do Coringa, em todas as suas versões, é a risada. Ao encarnar o personagem, Joaquin Phoenix utiliza-se de elementos do roteiro e de um profundo processo de imersão no psicológico de Arthur Fleck, para trabalhar tal risada de diversas formas, modificando-a: por vezes, consequente de um distúrbio patológico; outras vezes, pela ironia situacional; assim como, no último ato, pelo ar triunfal de uma autodescoberta. Phoenix utiliza-se do método de atuação Constantin Stanislasvki, que consiste em remeter-se a ações e experiências já vividas, para relembrá-las e aplicar expressões e nuances à atuação. Caso o ator “do método” não tenha vivido experiências parecidas com as de seu personagem, cabe a ele literalmente viver como tal dentro e fora do set de filmagem. É a utilização do método que faz a entrega de Joaquin Phoenix parecer ainda mais forte – considerando que o ator emagreceu cerca de 23 quilos somente para encarnar a nítida fragilidade física e psicológica de Arthur Fleck. As atuações de Zazie Beetz, como Sophie Dumond – interesse romântico do protagonista – e de Frances Conroy, como a mãe de Arthur – Penny Fleck – cumprem razoavelmente bem seus papéis de servir como gancho desencadeador de ações cruciais do personagem. Também integram o elenco: Brian Tyree Henry, Bill Camp, Brett Cullen, Bryan Callen, Carrie Louise Putrello, Dante Pereira-Olson, Douglas Hodge, entre outros nomes. Todd Phillips também tem méritos pela ambientação do filme: passando-se no final da década de 1970, a cidade de Gotham City remete aos bairros perigosos da Nova Iorque da mesma década – para isso, referências de filmes como “Taxi Driver” (1976), de Matin Scorsese e “Um Dia de Cão” (Dog Day Afternoon, lançado por Sidney Lumet em 1975), mostram-se evidentes. A sétima arte também é homenageada em “Coringa”, pois é possível perceber nitidamente de outros filmes como: ” O Homem Que Ri ” (The Man Who Laughs), de Paul Leni (1928), que serviu como inspiração para o personagem que é adaptado; “Um Estranho no Ninho” (One Flew Over the Cuckoo’s Nest), de Ken Kesey (1975), que retrata a instabilidade mental e a loucura de maneira humanizada, mesclando o drama com a comédia; “O Rei da Comédia” (The King of Comedy), de Martin Scorsese (1982), que é referenciado explicitamente com a magistral presença do ator Robert De Niro; “O Mestre” (The Master), de Paul Thomas Anderson (2012), no qual o próprio Joaquin Phoenix interpretou o protagonista, que tem semelhanças físicas e psicológicas com Arthur Fleck; entre tantos outros. O contexto social da cidade de Gotham City, na qual a história se desenrola, também é bastante relevante: passando por instabilidades políticas, altas taxas de criminalidade, marginalização das minorias e, para compactuar com a ambiência caótica, greve dos lixeiros. No entanto, alguns desses aspectos são deixados na superficialidade, a…

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“Double Blind”, curta metragem de cineasta catarinense é selecionado para o Los Angeles Brazilian Film Festival 2019

Natural de Chapecó, Ana Silvani mora desde 2006 nos Estados Unidos; e é a produtora responsável por “Double Blind“, filme que está recebendo destaque mundial. O curta-metragem “Double Blind” (“Riscos às Cegas”, em português) da chapecoense, Ana Silvani, é um dos selecionados para participar da 12ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), reconhecido como um dos mais importantes festivais de cinema brasileiro fora do Brasil. Em 2019, 48 filmes, entre curtas e longas, integram a programação do evento, que ocorre entre os dias 13 e 17 de outubro, no Harmony Gold Theater, em Hollywood. Confira mais detalhes no vídeo abaixo: Escrito e coproduzido por Ana, em parceria com a atriz gaúcha Laura Linn, que também atua no curta, “Double Blind” foi gravado na África do Sul e conta com a participação de atores internacionais como Luthuli Dlamini e Bonnie Lee Bouman. Totalmente produzido com recursos próprios das duas produtoras brasileiras, o projeto vai competir na categoria de Curtas Internacionais em Destaque. Ana Silvani é formada em Linguística e Literatura (Português/Inglês) pela Unochapecó, e em 2006, mudou-se para a Califórnia para estudar cinema no Santa Monica College e cursou também Entretenimento (roteiro, direção e produção) na UCLA, ambas em Los Angeles. Em 2014, trabalhou como produtora no longa Brasil Meu Amor da diretora Debora Reis Totton. Atualmente Ana trabalha como produtora e roteirista na One Word Media e está se dedicando ao roteiro de “Happy Hour“, que está em fase de revisão e também no roteiro e produção do documentário “Py’a”, que está em fase de pré-produção.  Publicação do texto: Willian Schütz.Contato por e-mail: willianschutz@hotmail.com.Produção de vídeo: Marcelo Langaro.Imagens: Divulgação.

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A sensibilidade contemplativa de ”Vision”, filme mais recente de Naomi Kawase

A cineasta japonesa Naomi Kawase confirma, em Vision (2018), seu mais recente trabalho, a habilidade para filmar o inefável “Suzaku” (1997), “Shara” (2003) e Nanayo” (2008) para filmar o inefável. Vision conta a história da jornalista Jeanne, que viaja da França para uma floresta no Japãom, com o objetivo de encontrar uma erva raríssima sobre a qual ela está pesquisando: “vision”, que pode fazer as todas as dores humanas sanarem. Nesta jornada, Jeanne conhece Tomo, que lhe dá abrigo. Então, inicia-se uma história sobre autodescoberta e conexões entre presente, passado e futuro. A produção franco-japonesa vai além da linguagem convencional até com a escolha de utilizar-se de três idiomas ao longo da narrativa – francês, japonês e inglês. Além disso, a maioria das cenas não é ligada à narrativa de forma literal – ou seja, ao longo dos 109 minutos de duração, muitas das cenas parecem desconexas umas das outras, com saltos temporais e figuras de linguagem. Por ser um longa focado no metafórico, “Vision” vai muito além do que é mostrado em tela: foge das representações óbvias, optando por figuras de linguagem que permitem reflexões sobre os sentimentos humanos e o passar do tempo – como lidar com quem se é e com as próprias dores. Integram o elenco: Juliette Binoche (como Jeanne), Masatoshi Nagase (Tomo), Mari Natsuki (Aki) e Min Tanaka (Minamoto). As atuações não surpreendem, pois os personagens não têm grande desenvolvimento – exceto a protagonista. No entanto, essa falta de desenvolvimento dos personagens não chega a ser um grande problema, pois o roteiro tem outras preocupações: as diversas e profundas metáforas sobre temas metafísicos. Autor do texto: Willian Schütz.Contato por e-mail: willianschutz@hotmail.com Imagens: Divulgação. Todos os direitos reservados às produtoras e distribuidoras Slot Machine; Kumie e IMOVISION.

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Baseado no livro baseado em fatos verídicos: a adaptação cinematográfica de “A Sangue Frio” (1967)

Filme produzido sob uma expectativa repleta de pressão: adaptar a obra percursora do gênero divisor de águas no jornalismo – o New Jornalism (também conhecido como Jornalismo Literário), apenas um ano depois da publicação literária. Dirigido por Richard Brooks (1912-1992), o longa-metragem “A Sangue Frio” (In Cold Blood, no original) adapta a obra literária homônima, escrita por Truman Capote e publicada em 1966. O filme narra as consequências de uma chacina ocorrida na pequena cidade de Holcomb, no Kansas: a dupla de criminosos Perry Smith e Dick Hickock invade a casa da família Clutter, com a intensão de realizar um assalto. No entanto, apesar da família ser rica, não há dinheiro algum na casa. Então, os criminosos assassinam brutalmente os quatro membros da família. Com a fuga da dupla, inicia-se uma intensa investigação. Optando pela linguagem mais sutil do que a do livro – que permite ao leitor visualizar e utilizando-se da linguagem, o longa-metragem de Brooks demonstra escolhas linguísticas bem definidas: enquanto a obra literária, apesar de utilizar-se apenas da palavra escrita, soa muito mais gráfica ao representar a violência da história. Em nenhum momento a cinematografia de In Cold Blood opta por mostrar cenas que ilustrem violência física, mas a maioria das tomadas são impressionantes por conta da ambientação que enfatiza sobreposições e alternância de planos bastante destoantes. No entanto, apesar das diferenças, o a adaptação cuidadosamente fiel com as descrições feitas no livro de Capote. Para isso, as gravações foram realizadas em locações autênticas, não apenas na cidade de Kansas City, até mesmo nos cômodos da casa onde ocorreram os assassinatos. Para interpretar os dois criminosos, ele encontrou dois novatos e desconhecidos, o ex-ator infantil Robert Blake (que depois ficaria famoso com o seriado “Baretta” e pela acusação do assassinato de sua ex-esposa) e Scott Wilson (que depois continuaria como coadjuvante). O estúdio porém queria Paul Newman e Steve McQueen. Na segunda parte do filme tem o julgamento, que é feito no mesmo lugar (Finney Court House, em Garden City) e com as mesmas pessoas no júri quando haviam chegado ao veredicto. A trama tem enfoque na instigante investigação da polícia, liderada pelo detetive Alvin Dewey interpretado por John Forsythe. No entanto, um dos aspectos mais interessantes do roteiro, é que a narrativa se intercala com importantes flashbacks – inclusive, uma das cenas mais impactantes é a que revela detalhes do crime. Os cuidados na veracidade da adaptação chegam ao ponto do pai verdadeiro de Perry Smith interpretar a si mesmo, e dos habitantes de Holcomb aparecerem como figurantes. Além disso, durante a filmagem, Brooks não deixou o elenco ler o livro nem o roteiro inteiro. Capote trabalhou perto do diretor e gostou muito do resultado. Infelizmente a edição em DVD não menciona nenhum dos fatos acima. Indicado para Oscars de “Fotografia” (Conrad Hall), “Direção”, “Trilha Sonora” (Quincy Jones) e “Roteiro”. Foi “Melhor Diretor” pelo “National Board of Review“. Tem apenas trailers (de filme não lançado aqui como “A Hora do Diabo”). Assim como no livro de Capote, Perry Smith é retratado com mais profundidade do que os demais personagens. Smith é claramente perturbado pelo passado e atormentado pelos traumas de infância. Por isso, mesmo sem que seja criada quaisquer justificativas para os atos hediondos, o personagem é tão complexo e profundo, que não é de se espantar que o espectador crie certa empatia. Assim como no livro de Capote, Perry Smith é retratado com mais profundidade do que os demais personagens. Smith é claramente perturbado pelo passado e atormentado pelos traumas de infância. Por isso, mesmo sem que seja criada quaisquer justificativas para os atos hediondos, o personagem é tão complexo e profundo, que não é de se espantar que o espectador crie certa empatia. Com o auxílio de uma fotografia em preto-e-branco, Richard Brooks cria uma aura de suspense e de tensão que muito se aproxima do cinema noir. Há também cenas repletas de lirismo e sensibilidade, ao exemplo daquela em que o reflexo da chuva na janela parece formar lágrimas no rosto de Perry. A Sangue Frio é uma adaptação, que apesar da sensibilidade, não deixa de ser marcante devido ao peso da história que retrata e ao contexto no qual foi realizada – fazendo jus ao primoroso livro de Truman Capote. Autor do texto: Willian S. Schütz.Contato por e-mail: willianschutz@hotmail.comImagens: Divulgação.  Direitos reservados à produtora Columbia Pictures.

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