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Encarte de Cultura

O Encarte de Cultura é um portal de jornalismo cultural criado em Santa Catarina, com conteúdo sobre o que acontece no Estado e também no cenário nacional. O nome é uma referência aos antigos cadernos de cultura dos jornais, que durante décadas reuniram notícias, entrevistas, críticas e histórias sobre música, cinema, literatura, teatro e artes. Espaços que hoje são cada vez mais raros na imprensa catarinense e brasileira. O projeto parte de uma experiência de dez anos no jornalismo cultural e chega com uma proposta simples: produzir informação especializada, apurada e acessível, sem deixar de lado a cultura pop e os assuntos que fazem parte da vida cultural de quem lê... e de quem escreve.

Fundação Cultural Badesc promove lives com diretores de curtas catarinenses

A fim de fomentar as produções catarinenses, o Cineclube da Fundação Cultural Badesc, promove três lives com diretores de curtas catarinenses que estão concorrendo ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020. Os encontros acontecem na terça-feira, a partir das 19h no Instagram da Fundação, no @fundacaobadesc.

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Coleção Catarina com curadoria de Ylmar Côrrea abre no dia 30 novembro na Fundação Cultural Badesc

Mostra apresenta um conjunto de artistas relacionadas com Santa Catarina, entrada é gratuita Pensar a importância das coleções é o ponto de partida da exposição Coleção Catarina – Coletar e Cuidar, que abre no sábado, dia 30 de novembro, às 14h, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, com entrada gratuita. Com curadoria do médico, colecionador e pesquisador Ylmar Corrêa Neto, a mostra apresenta um conjunto de artistas relacionados a Santa Catarina.                A coleção começou a ser construída há cerca de 40 anos e, como o próprio curador diz, não tem a pretensão de ser uma enciclopédia, mas facilitar a compreensão dos percursos dos artistas, estimular pesquisas e promover estratégias de colecionismo.                “A coleta envolve pesquisa, procura, disponibilidade, oportunidade e escolha, identificando ou criando relações entre as obras e os artistas, estabelecendo os limites e características da coleção, um quebra-cabeças potencialmente infinito”, destaca Corrêa.               A exposição é um convite da Fundação ao curador-colecionador com o objetivo de evidenciar a importância das coleções para o circuito e a memória das artes visuais.                Ocupando os Espaços Fernando Beck e Paulo Gaiad, a mostra traz obras de Carlos Asp, Diego de los Campos, Eli Heil, Elke Hering, Fernando Lindote, Gabriela Machado, Júlia Amaral, Louis Choris, José Silveira D’Ávila, Heinrich Kreplin, Luiz Henrique Schwanke, Martinho de Haro, Paulo Gaiad, Pedro Weingartner, Rubens Oestroen, Rodrigo de Haro, Victor Meirelles de Lima, Walmor Corrêa, Walter Wendhausen e Yiftah. Peled.               Um dos destaques são os trabalhos de Paulo Gaiad, que dá nome ao espaço expositivo do segundo andar da Fundação. Ylmar é o maior colecionador do artista e as obras ocupam todo o espaço.               O colecionador destaca que 2019 é um ano muito importante para o cenário da arte catarinense. É que além de marcar os 100 anos do nascimento de Meyer Filho e 90 anos de Eli Heil, comemora-se os aniversários de 80 anos de Rodrigo de Haro e 70 anos de Carlos Asp.                A Fundação Cultural Bradesc fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. A mostra pode ser visitada de terça a sábado, das 12h às 19h, até o dia 27 de fevereiro de 2020. Saiba mais:

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Mostra Descolonizados exibe quatro longas nacionais no Cineclube Ó-Lhó-Lhó

A mostra integra a programação de março do cineclube que fica no câmpus de Florianópolis do IFSC Para além das marcas deixadas por um longo histórico de colonização, há uma identidade cultural múltipla e diversa que percorre e define nossa sociedade, se manifestando também no cinema brasileiro e no latino-americano. Considerando esse contexto histórico e cultural, a programação de março do Cineclube Ó-Lhó-Lhó forma a mostra Descolonizados, que contempla filmes que abordaram algumas realidades de populações colonizadas, enfatizando a exclusão e a marginalização com suas próprias nuances e particularidades. O Cineclube Ó-Lhó-Lhó fica no Instituto Federal de Santa Catarina Câmpus Florianópolis (IFSC) endereçado na Avenida Mauro Ramos, número 700, bem no Centro de Florianópolis. As sessões são gratuitas e abertas ao público em geral. Para acessar a sala onde o cineclube é realizado, basta apresentar o RG na portaria do câmpus. Programação completa da mostra: Dia 06 de março, às 19h:“O Abraço da Serpente“, de Ciro Guerra (2016)Sinopse: Um explorador conta com a ajuda de um xamã em uma jornada pelo rio Amazonas em busca de uma flor lendária. Quarenta anos depois, a mesma busca é feita por um cientista, e o xamã deve decidir se ajudará o homem branco outra vez. Dia 13 de março, às 19h:“Carnaval Atlântida“, de José Carlos Burle, Carlos Manga (1952)Sinopse: O produtor de cinema Cecil B. de Milho está realizando um filme sobre Helena de Troia. Então, contrata o professor Xenofontes, especialista em história grega, para ajudar no roteiro. Os atores, no entanto, preferem realizar uma comédia musical e querem que o cineasta mude de ideia. Dia 20 de março, às 19h:“Macunaíma“, de Joaquim Pedro de Andrade (1969)Sinopse: O longa narra as aventuras de Macunaíma, o anti-herói preguiçoso e sem caráter. Ele nasce negro no sertão, mas vira branco, vai para a cidade com os irmãos e se envolve com prostitutas, guerrilheiras e enfrenta todo tipo de gente em sua jornada. Dia 27 de março, às 19h:“Bacurau“, de Kleber Mendonça Filho (2019)Sinopse: Os moradores de um pequeno povoado do sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa, Domingas, Acácio, Plínio, Lunga e outros habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa.

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“O Paraíso Deve Ser Aqui”, premiada comédia dramática de cunho autobiográfico dirigida por Elia Suleiman, estreia nos cinemas brasileiros

Chega aos cinemas brasileiros a comédia dramática “O Paraíso Deve Ser Aqui” (It Must Be Heaven) é do renomado diretor palestino, Elia Suleiman. A trama acompanha o deslocamento do personagem ressoa além da Palestina e retrata um desespero sentido em todo o mundo, com uma boa dose de humor. Em Florianópolis, o filme está em cartaz no Paradigma Cine Arte.

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Misticismo claustrofóbico – crítica do filme "O Farol" (The Lighthouse)

O novo suspense dramático de Robert Eggers, é um dos indicados ao Oscar 2020, na categoria de Melhor Fotografia Aclamado nos festivais da temporada 2019-2020, o mais recente longa-metragem do diretor norte-americano Robert Eggers, “O Farol” (The Lighthouse), é um dos indicados ao Oscar 2020. Justamente a fotografia em branco e preto, com grande contraste entre os tons (exigindo, por isso, um controle cuidadoso com a iluminação) é o ponto reconhecido pela academia hollywoodiana. A estética de “O Farol” é bastante conceitual. A trama, pelo que é referenciado em tela, está ambientada no final do século XIX, ou comecinho do século XX. Por conta disso, toda a direção opta por tornar a experiência visual o mais próxima possível dos filmes antiquíssimos – lembrando muito os filmes do expressiosmo alemão da década de 1920.

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Produções cinematográficas da Itália contemporânea são exibidas gratuitamente na Fundação Cultural Badesc

Um dos destaques da programação de fevereiro no cineclube da Fundação Cultural Badesc é a curadoria feita em parceria entre o Círculo Ítalo Brasileiro (CIB) e o Foco em Cinema: a Mostra Mostra de Cinema Italiano Contemporâneo. Cinco filmes italianos realizados nas últimas décadas são exibidos gratuitamente nos dias 04, 06, 07, 13 e 14 de fevereiro, sempre às 19h. As sessões têm mediação de Silvio Saffaro (membro do CIB) e Bruno Andrade (redator e editor da Revista Foco).

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A temporalidade contemplativa – crítica do filme “O Irlandês”, de Martin Scorsese

Mais uma vez a dupla Robert De Niro e Martin Scorsese é amplamente comentada pelo público cinéfilo e pela imprensa mundial. O novo longa-metragem “O Irlandês” (The Irishman, no original) vem com força na temporada de premiações cinematográficas 2019-2020. Só para o “grande prêmio da academia”, o Oscar, são 10 indicações. Seguido por “História de Um Casamento”, que tem 6 nomeações, o drama de Scorsese é a produção de maior destaque da Netflix.

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O destino sombrio da saga “O Exterminador do Futuro” nos cinemas

A saga Terminator (O Exterminado do Futuro, em português brasileiro) ganhou novos e históricos rumos com o sexto longa da franquia, lançado em novembro de 2019. Titulado “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” (Terminator: Dark Fate) marca o reencontro histórico entre Linda Hamilton (a emblemática Sarah Connor), Arnold Schwarzenegger (imortalizado como o ciborgue assassino T-800) e do produtor e co-roteirista James Cameron – criador da franquia.

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“Parasita”, além de crítico e envolvente, pode ser forte candidato na corrida para o Oscar de Melhor Filme Internacional de 2019

Transitando por diversos gêneros, o mais recente filme do diretor sul-coreano Bong Joon-ho é, ao mesmo tempo, crítico e envolvente Aclamado após receber o prêmio Palma de Ouro no Festival de Cannes, na França, em 2019, “Parasita” (기생충 ou Parasite), dirigido por Bong Joon-ho, fascina pela quantidade de elementos que entrega ao longo dos seus 132 minutos de duração. O filme inicia-se demonstrando o quanto a realidade social da família Kim é precária: todos estão desempregados, morando em um porão sujo e apertado. Então, a narrativa progride até o ponto em que, por acaso, o filho mais velho, Kim Ki-woo, começa a dar aulas de inglês à uma adolescente de família rica – os Park. Fascinado com a vida luxuosa, o rapaz bola uma plano para infiltrar na vida dos burgueses, os próprios familiares – um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos. Ao mesmo tempo caricata, claustrofóbica e degradada, a ambientação da casa da família Kim, realizada nos primeiros minutos do longa, já apresenta ao público um ambiente desconfortável – repleto de sátiras das facetas diversificadas do ser humano em estado de mesquinhice e pobreza. É irônica a forma bem-humorada como o diretor apresenta o fato dos familiares desempregados viverem em um porão sujismundo e que é alvo de desprezo social. Juntamente à apresentação do ambiente e o contexto socio-cultural da família, os habitantes daquele buraco decadente também são apresentados: o pai mesquinho, que inicialmente parece abobalhado, mas que demonstra-se sagaz ao longo da narrativa; a mãe afetuosa e preocupada com o bem-estar (inconstante) do lar; a filha de gênio forte e o filho inteligente, mas que não busca alternativas para sair da inércia. Apesar de parecerem altamente caricatos no início, todos esses personagens ganham camadas e são igualmente desenvolvidos na medida em que a projeção avança. Outro aspecto forte em “Parasita” é a humanização dos personagens. Apesar das sátiras, todos têm camadas de profundidade bem desenvolvidas e motivações devidamente explicitadas. Em resumo, são personagens críveis. A própria família Kim, por exemplo, é inteligente, porém com impulsos maquiavélicos para a realização de seus objetivos – no entanto, considerando a realidade antes apresentada, seus atos são, no mínimo compreensíveis. Aliás, nenhum personagem do filme é totalmente bom ou totalmente mal, pois cada um tem suas próprias peculiaridades e motivações. A família Park mora na zona mais nobre da cidade Seul – onde, sagazmente, a fotografia não é tão claustrofóbica e a paleta de cores é mais vívida – e usufruem de um estilo de vida luxuoso e discretamente esnobe. Em um primeiro momento, eles parecem pessoas gentis e educadas, porém sem muita noção da realidade social das outras classes – cercando-se no próprio reduto social repleto de facilidades, onde até as pessoas são descartáveis. Ao longo da projeção, a verdadeira essência dos Park é revelada, aos poucos: os muitos preconceitos que todos os membros da família nutrem pelas pessoas menos privilegiadas, assim como outras minorias. Um dos elementos mais interessantes do longa, que tem roteiro coassinado pelo diretor, Bong Joon Ho e por Jin Won Han, é a transitoriedade de gêneros: com cenas intercalando comédia, drama, pitadas de romance, e suspense – mas sempre mantendo o teor crítico de modo bastante ácido. Toda essa versatilidade faz com que a obra seja dificilmente rotulável. Apesar disso, um dos elementos mais impressionantes é a criação de tensão: que inicia-se apenas com diálogos bem construídos, e progride para uma agressividade deveras gráfica. Justamente a progressão por conta a progressão da tensão na trama e das reviravoltas de tirar o fôlego, é difícil sentir as mais de duas horas de duração da projeção passarem. Kyung-pyo Hong, responsável pela cinematografia do longa, sabe quando ser sutil nos movimentos de câmera e ao enquadrar os personagens em cena – no sentido de ser notável a variação fotográfica da decadente moradia dos Kim (quase que representando algo abaixo da superfície mundana), para a luxuosa e elegante mansão dos Park. Antes do presente trabalho, o diretor construiu um sólida carreira, mesclando gêneros, expandindo os próprios horizontes – ganhando, portanto, bagagem o suficiente para dominar diferentes tipos de narrativas e técnicas. O suspense, no entanto, é uma das especialidades do diretor. São os trabalhos dirigidos anteriormente: “Incoherence” (지리멸렬), de 1994; o curta “White Man” (Baeksekin), de 1996; “Cão que Ladra não Morde” (Flandersui Gae), de 2000; “Memórias de um Assassino” (Salinui Chueok), de 2003; “Influenza“, lançado em 2004; “O Hospedeiro” (Gwoemul), 2006; “Tokyo!”, de 2008; “Mother – A Busca Pela Verdade” (Madeo), de 2009; “Expresso do Amanhã” (Snowpiercer), 2013 e o popular “Okja“, lançado pela Netflix em 2017. A pluralidade de personagens com essências diferentes de uns dos outros, mas conectados pelas mesmas origens – e/ou classe econômica na qual se enquadram – são fundamentais para o tom tenso, porém com toques apimentados de humor. Integram o elenco: Kang-ho Song, Sun-kyun Lee, Yeo-jeong Jo, Woo-sik Choi, Hye-jin Jang, So-dam Park, Kang Echae, Jeong Esuz, Andreas Fronk, Hyun-jun Jung, Ik-han Jung, Ji-so Jung, Jeong-eun Lee, Ji-hye Lee, Joo-hyung Lee, Hyo-shin Pak, JaeWook Park, Keun-rok Park, Myeong-hoon Park e Seo-joon Park. Todas as atrizes e atores têm bom desempenho e, cada qual com os próprios trejeitos, acrescentam aos personagens em cena. Um dos aspectos que torna Parasita tão fascinante é a maneira homogênea de aliar as boas interpretações com a sagacidade do roteiro. O filme traz reflexões sobre a sociedade de tal maneira que, mesmo com as peculiaridades culturais da Coréia do Sul, onde a trama se desenrola, ainda fazem sentido se retiradas desse contexto e aplicadas em regiões metropolitanas de boa parte do globo. Isso ocorre justamente pelo longa explorar, mais especificamente a natureza do ser humano – através das relações interpessoais e das maneiras como lidar com as próprias inconstâncias, principalmente. A desigualdade social é uma realidade global. Os sentimentos humanos, mais ainda. Ao tocar diretamente nesses aspectos, provocando o espectador, fazendo-o sair de uma inconsciente zona de conforto, o longa de Bong Joon Ho é altamente instigante. Considerando…

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Recorte da produção francófona contemporânea é apresentado na Mostra Aliança Francesa de Cinema 2019

A Mostra Aliança Francesa de Cinema chega à terceira edição em 2019 e apresenta em Florianópolis um recorte da produção contemporânea em língua francesa. Entre os dias 19 e 23 de novembro, sete produções recentes são exibidas gratuitamente na Fundação Cultural Badesc, Centro da Capital. A comédia Le Poulain, de Mathieu Sapin, abre a mostra na terça-feira (19/11), às 19h.

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